terça-feira, 30 de outubro de 2012

Saudade

Saudade

é solidão acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,

mas a amada já...


Saudade

é amar um passado que ainda não passou,

é recusar um presente que nos machuca,

é não ver o futuro que nos convida...


Saudade

é sentir que existe o que não existe mais...


Saudade

é o inferno dos que perderam,

é a dor dos que ficaram para trás,

é o gosto de morte na boca dos que continuam...


Só uma pessoa no mundo

deseja sentir saudade: aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudade,

passar pela vida e não viver.
 
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

- Pablo Neruda


 

Decepção


Hoje é mais um daqueles dias difíceis em que decido não mais sofrer, nossa, como eu preciso cuidar de mim.
Ainda à tarde senti medo de ter acontecido alguma coisa com ele, me arrependi por alguns minutos por não ter lido o que a garota queria me dizer. Será que ele morreu? Pensei. Rezei, pedi do fundo do meu coração que Deus o protegesse, que ele estivesse vivo e feliz. Acho que nesse momento devo ter resgatado bastante coisa do passado, porque se o amo quero vê-lo feliz, ou melhor, quero que ele seja feliz, mesmo que com outra pessoas, não importa. Mas sem vê-lo, aí já seria demais.
Chego em casa, e sem querer obtenho a resposta que queria: uma foto nova, com um sorriso enorme no rosto e os olhos...ah aquele brilho no olhar que eu tanto vi direcionados para mim. Doeu lá no fundo. Foi um grande golpe. De imediato quis sumir com aquela imagem, era demais pra mim, depois não, decidi olhar ficamente para aquela foto que me dizia tanta coisa, coisas que eu certamente nunca pensie que iria ouvir dele: estou feliz com outra pessoa. Você chora por mim todos os dias por tantos motivos, descrença de que seja verdade o rompimento, raiva de ter sido tão ingênua, saudades de tudo, inclusive do olhar brilhante e apaixonado. Como uma simples foto pode dizer tanto. Pois é, pode. Ouvi tudo, ou quase tudo, depois que olhei para ela por muito tempo, querendo decifrá-la, saí, desabafei com uma amiga e chorei pela última vez, e dessa vez foram lágrimas de saudade sim, mas talvez de saudades de mim com ele, feliz, confiante, alegre, esperançosa. 
Agora penso como conseguirei acreditar de noo no amor, como vou olhar para alguém com tamanha ternura sem medo de que o olhar que se direciona para mim seja falso, como conseguirei me entregar de verdade sem receio de que esteja entregando o que tenho de mais precioso, que é o meu amor, para alguém que realmente mereça. Não sei. Só sei que temo por meus futuros relacionamentos. Pessoas que agem com leviandade, sem pensar no estrago que podem causar a um pobre coração são pessoas muito distantes de Deus, porque não é só um rompimento de um relacionamento, é a capacidade de destruir sonhos, esperança de que se pode acreditar e confiar verdadeiramente no ser humano. Isso é um crime. E apena quem paga? Os muitos corãções partidos que ele deixou pelo caminho. Acredito piamente na lei de causa e efeito, ou seja, tudo o que fazemos é fruto daquilo que plantamos. Um dia, nessa ou nas próximas vidas, responderemos por cada coisa que fizemos ou deixamos de fazer pelo próximo. É justiça! Não preciso fazer nada para que alguém responda pelo que fez, ele certamente responderá sem que seja necessário eu fazer nada. É a lei da vida, é a lei de Deus.
Termino o dia certa de que se não somos vítimas de nada, eu precisava passarpor essa grnade decepção na minha vida. Acreditei de verdade que ele era o homem da minha vida, tenho consciência d euqe não me iludi sozinha, pelo contrário, com tantas frases lindas, tantas promessas de amor eterno e planos para o futuro, eu bem que podia ter criado muito mais expectativas do que eu criei. Protegi tato o nosso amor que não contava para quase ninguém do momento lindo que nós estávamso vivendo. Como eu nos protegi...mas não adiantou nada, porque o orgulho e seu excesso de cobranças estragaram um amor que era tão lindo. Parecia ser recíproco e verdadeiro. Acreditei meesmo nisso. Tanto que só caiu a ficha de que aquilo não existe mais hoje, quando vi a foto que provavelmente foi tirada pela nova namorada dele. A garotinha que ele iludirá por alguns meses e deposi que a paixão se acabar, ele chutará para o escanteio, como se fosse uma bola murcha que não serve mais para jogar partida nenhuma. Ele deve vir fazendo isso a vida toda, com mulheres do mundo todo. Coitada de todas nós, que tivemos contato com tanto amor, tanto carinho e depois tudo o que sobrou foi abandono e frieza. Decepçao quando não mata, ajuda a viver.


A única coisa que sei é que TUDO PASSA. E isso também vai passar.
Paty

domingo, 28 de outubro de 2012

Paixão x Amor


"Você não sabe o que é amor." Começo esta postagem com essa afirmação porque ela foi o que me motivou a escrever. Muitas pessoas que se dizem tão experientes e maduras não sabem o que é amor, talvez o confunda com Paixão, e esses são dois sentimentos que não podem ser confundidos, sob pena de no final das contas fazer alguém sair machucado da relação.  O Amor começa quando a paixão termina. Quando a paixão está presente não conseguimos ver o outro como ele é realmente. Ficamos cegos, surdos, mudos e nossa inteligência vai para as cucuias. A química nos faz bem, mas também traz uma ansiedade danada, não conseguimos comer, nos concentrar em qualquer coisa sem que a pessoa saia do nosso pensamento. É ruim tudo isso? Não de todo, é perigoso porque nesse período temos que ter cuidado, sobretudo com o outro, porque podemos achar que encontramos a pessoa da nossa vida, aquela que vai preencher todo o vazio que existe dentro de nós e que até então não tínhamos conseguido preencher com as pessoas que encontramos pelo caminho. E tudo se torna muito mais perigoso quando externamos o que estamos “sentindo” para e pelo outro. Se disser que ama, pronto, já era. Vem sofrimento no futuro, certamente, porque quando essa química passar, sim porque ela vai passar , de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde, o que vai ficar é a pessoa do jeito que ela sempre foi, nem mais, nem menos. E sem a paixão pode ser que você não goste da pessoa como ela é, pode ser que você veja o que antes lhe encantava como algo que não é tão interessante assim, os defeitos que antes eram bonitinhos, viram um transtorno, a paciência que antes era enorme, quase infinita, some de uma hora para outra. E o que parecia ser eterno, se acabou. O sentimento de frustração toma conta, e você pensa que não ama mais aquela pessoa. Para quem gosta de estar sempre sentindo o efeito da paixão para sentir-se feliz, se vê infeliz. O outro lhe decepcionou. Mas não. O outro não lhe decepcionou, foi você que o decepcionou quando disse aquelas coisas lindas com os olhos vidrados e brilhantes. Foi você que o decepcionou quando não era a pessoa que se mostrou ser. Nessa hora, provavelmente o outro ainda sente o mesmo que você despertou. Isso se não for algo mais forte ainda. E aí, depois disso tudo o que sobra é um fora bem dado, com direito a cobranças e ataques de: a culpa foi toda sua. Eu sou perfeito, não tenho nada a ser mudado. Eu avisei pra você que se você não fizesse as minhas condições eu perderia o interesse por você”. Será? Será que existe esse ser que não precisa aprender nada, conquistar nada (a não ser a próxima namoradinha de algumas semanas), mudar nada? Na minha modesta opinião não, não existe. E se alguém achar que não deve aprender nada, está perdendo um tempo precioso na vida, todos nós temos o que aprender sempre, é a lei da vida. Nunca estamos prontos. Muitas vezes nos enganamos por achar que estamos aprendendo com alguém, mas depois percebemos que ao invés de aprendizes somos os professores. Sempre temos algo para ensinar, por mais que pensemos o contrário. Termino esta reflexaõ como a frase mais importante que concluí nos últimos tempos: O Amor começa quando a paixão termina

Paty


  
"O amor pode não ser paixão, mas tem a ver com ela, não é a ausência dela: existem no amor momentos de paixão, só que mais calma e mais duradoura.
Paixão, por definição, é sentimento em ápice, é como uma montanha, vai subindo, subindo até um pico lá no alto, e depois vai descendo, descendo, e finda. Um gráfico da paixão é agudo, intenso, mas também é breve e com final certo: termina. Por outro lado, o gráfico do amor lembra mais uma cordilheira, uma cadeia de montanhas entremeadas de vales, planícies e platôs, é longo, flutuante e de final aberto: não é tão certo o que vai acontecer."
Fonte: trecho do livro “O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso”, de Alfredo Simonetti – Integrare Editora

Falta de tudo

Não sei o que fazer com tanta dor. Achei que com o passar dos dias ela ia me abandonar também, como ele fez. Mas não. Essa dor não quer me largar, pelo contrário parece que veio para ficar, tá crescendo, mudando de tamanho. Tem dias que parece que ela cansa e me dá um tempo, mas no dia seguinte vem com tudo, toma um espaço enorme na minha vida. Outra coisa que muda é a sua motivação: raiva, indignação, saudade. Sim, esta é a que mais dói. 
Vai embora saudade, por favor, se ele não me quer, eu também não te quero!

Tô me sentindo vazia, cheia de dor, sinto saudade do cheiro dele, dos olhos, do sorriso...tudo me faz falta, tudo.

Paty

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Esforço mútuo

Amar não é fácil mesmo, todos sabemos. Mas se nos propomos a isso, a fazer o relacionamento acontecer, tem de haver esforço mútuo. Não pode deixar que o orgulho, a raiva ou a imaturidade afastem duas pessoas que querem atingir o mesmo fim: fazer a caminhada da vida ser menos pesada, e muito mais feliz. Afinal é só isso que faz a vida ter sentido.

Diálogo, compreensão, indulgência, respeito, inteligência, etc. Tudo isso é AMOR.

Beijos!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Inferno Astral

Nao há 1 ano sequer que eu fique livre dos efeitos do meu inferno astral, que para completar ainda se dá no mês de Agosto. Foi uma última semana de mês bem difícil, quase piro.Minha codependência gritando para que eu voltasse a paralisar o meu processo de recuperação. Dia sim acordava bem, tranquila, dia não acordava péssima e perdida. Graças ao Poder Superior tenho uma madrinha que consegue me ajudar a pensar racionalmente tirando a codependência do controle. Por falar em controle, eu tenho que dizer para mim o tempo todo que não tenho o controle de nada, nem de ninguém. Muito menos do tempo. O que posso controlar, ou pelo menos, tentar controlar é a essa doença emocional terrível que mora aqui dentro, que é devastadora e que se eu não me cuidar posso morrer, porque ela literalmente mata.
Estou feliz porque consegui sobreviver àquela avalanche. Consegui colocar minhas ideias organizadas num papel e expô-las para a pessoa que precisava ouvi-las. E o melhor de tudo, consegui conversar de forma calma, ou seja, sem agressividade. Que maravilha que foi a sensação de ter conseguido. De vitória mesmo. No final consegui também ver a beleza de um momento de paz, a beleza de um sorriso, e a beleza do pôr-do-sol. A partir de agora é tentar permanecer com serenidade. Obrigada Deus por estar sempre comigo e se manifestar de todas as formas.

"Deus, conceda-se a SERENIDADE,
Para ACEITAR as coisas que eu não posso modificar,
CORAGEM para modificar aquelas que eu posso.
E SABEDORIA para reconhecer a diferença."

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Agir diferente

 Um amor que só ama
E de amar vive sendo
Ausência e desejo

Farpas
Cimento e cal
Paredes erguidas

Mas basta um sopro
Brisa mínima de tua boca
Para ruir o palácio do nunca mais

O que existe é passagem.

- Glória Azevedo -







Oi pessoas!

Estou aqui para fazer aquilo que mais preciso fazer e que foi o objetivo da existência deste blog: me conhecer. Quando escrevo, me descubro, as ideias tomam forma e finalmente me acalmo.
Desde o ano passado que venho tentando amadurecer, não é fácil, mas é preciso. Algumas vezes lembro do quanto errei agindo de forma impulsiva achando que estava me respeitando, na realidade talvez eu estivesse só colocando o orgulho na frente de tudo. Ele não é um bom conselheiro, só a serenidade é.
Meu aniversário de 3.5 está chegando e com ele a ansiedade e a sensação de que nem tudo o que eu queria ter ou ser nesta idade já são realidade pra mim. É estranho! Ainda bem! pior seria se eu ficasse deprimida como fiquei há 10 anos. Por outro lado posso comemorar porque muitas atitudes que eram típicas de mim - uma criança com idade cronológica avançada  - não existem mais. Que bom! Tento contornar as velhas situações que aparecem no meio do caminho com uma nova forma de agir, aquela que eu muitas vezes pensei em agir, mas só depois de ter feito tudo errado. 
Neste momento estou passando pela primeira crise no meu relacionamento afetivo. Estou lutando para não deixar que a raiva e o orgulho apaguem ou destrua tudo de bom que tivemos até agora. Tentando respirar, entender as motivações de ambos e construindo pensamentos. Relacionar-se é algo complicado, tem-se que ter jogo de cintura, paciência e principalmente inteligência para tomar a decisão correta sem perder o respeito e o foco de si mesmo. Eu quase caía em tentação de agir como uma menina boba e infantil que não aceita críticas ou que alguém pense diferente dela. Isso eu fiz muitas vezes no passado. Digo não às velhas atitudes pueris. Agora penso e repenso e tento compreender o outro, tentando encontrar sensatez nos dois lados da moeda, ou melhor, nos dois partícipes da relação: nós. Sem esquecer que existe algo maior que tudo isso: a vontade de ficar junto e fazer esse relacionamento continuar sendo divertido e prazeroso para os dois, com respeito, alegria e serenidade, pra mim o nome disso é AMOR.

Patrícia Marques

domingo, 22 de julho de 2012

Vida Boa?

"Assim como lavamos o corpo deveríamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa — não para salvar a vida, como comemos e dormimos, mas por aquele respeito alheio por nós mesmos, a que propriamente chamamos asseio."

Fernando Pessoa - Livro do Desassossego

Começo o post de hoje com esse trecho do livro de Fernando Pessoa que diz algo que concordo. Mudar de vida como mudo de roupa seria uma boa. Tão difícil e tão desejável. Não que minha vida não seja boa, muito pelo contrário, boa ela é até demais, mas o que desejo não cabe nesse adjetivo: boa. O que preciso não cabe, nem caberia na vida que tenho. Que, repito, já é boa. Acho que esplêndida, magnífica e incrível  são adjetivos que chegam mais perto do que realmente necessito. Parece conversa de quem tem mania de perseguição, mas toda as vezes que penso que estou quase tocando a tal felicidade, ela teima em correr de mim. E aquele sentimento que teimo em expulsar daqui de dentro volta a fazer morada. Sentimento que se materializa em questionamentos e pseudoconstatações: "Será que eu mereço?", "A felicidade está na vida de todas as pessoas do mundo, menos na minha." e por aí vai...

E pensar que esses adjetivos que expus acima não pedem nada demais para serem os substitutos do "vida boa". O que eu quero é tão simples. E porque é simples é tão rico pra mim. 

Que esse desassossego vá embora o mais breve possível, para que eu volte a ser eu.

Patrícia Marques